Dicas do Comitê de Ética e Diversidade

Acesse as dicas e sugestões de livros, séries, filmes e documentários que a equipe do Comitê escolheu para distrair, enriquecer e refletir sobre os mais diversos temas abordados em nossos Boletins, Treinamentos e Eventos.

Dicas e Sugestões
Março 2021 - Mês das Mulheres
Eu sou Malala (Malala Yousafzai - 2013)

Eu sou Malala (Malala Yousafzai - 2013)

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação e quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Sua recuperação milagrosa fez com que aos dezesseis anos, ela se tornasse um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. 
Mulheres que corem com lobos (Clarissa Pinkola Estés -1989)

Mulheres que corem com lobos (Clarissa Pinkola Estés -1989)

Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, a analista junguiana Clarissa Pinkola Estés descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, ficou durante um ano na lista de mais vendidos dos Estados Unidos e aborda 19 mitos, lendas e contos de fada, que mostram como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Esse livro se tornou um clássico dos estudos sobre o sagrado feminino e o feminismo.
Para sempre Alice (2014)

Para sempre Alice (2014)

Alice Howland é professora de Harvard e especialista em linguística. Ela está feliz pelo que conseguiu construir, tanto a nível pessoal, quanto profissional. No entanto, sua vida muda inesperadamente quando ela é diagnosticada com Alzheimer.
Estrelas além do tempo (2016)

Estrelas além do tempo (2016)

O filme conta a história incrível de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) – brilhantes mulheres afro-americanas que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da História: o lançamento em órbita do astronauta John Glenn, uma conquista fantástica que restaurou a confiança do país, mudou a Corrida Espacial e galvanizou o mundo. O trio visionário atravessou todas as barreiras de gênero e raça para inspirar gerações para sonhar grande.
As cientistas (Rachel Ignotofsky- 2017)

As cientistas (Rachel Ignotofsky- 2017)

Recheado de ilustrações encantadoras, As cientistas destaca as contribuições de cinquenta mulheres notáveis para os campos da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática, desde o mundo antigo até o contemporâneo, além de trazer infográficos sobre equipamentos de laboratório, taxas de mulheres que trabalham atualmente em campos da ciência e um glossário científico ilustrado. Entre as perfiladas, estão figuras bem conhecidas, como a primatologista Jane Goodall e a química Marie Curie, e outras nem tanto, como Katherine Johnson, física e matemática afro-americana que calculou a trajetória da missão Apolo 11 de 1969 à lua. As cientistas celebram as realizações das mulheres intrépidas que abriram o caminho para a próxima geração de engenheiras, biólogas, matemáticas, médicas, astronautas, físicas e muito mais!
Entrevistas
Mês das Mulheres: Denise Haddad e Vanessa Simone Pereira

O Comitê convidou duas mulheres muito queridas no escritório para contar um pouco de suas experiências.  A primeira delas é Denise Haddad, uma cliente bastante relevante e cuja trajetória de empreendedorismo é inspiradora.  A segunda é Vanessa Simone Pereira, nossa consultora em NYC que conversou conosco e nos contou fatos bastante interessantes sobre ela, além de ter trazido em sua fala algumas ideias enriquecedoras.

 

As entrevistas se pautaram em 3 (três) perguntinhas sucintas, que buscavam entender (i) a história da entrevistada; (ii) de que forma a pauta de março, mês da mulher, se relaciona com essa história; e (iii) uma mensagem que a entrevistada gostaria de deixar para as futuras gerações.

 

Denise nos contou que, desde muito cedo, já tinha um espírito empreendedor.  Ainda na adolescência, ela fotografava as apresentações de dança na escola e vendia as fotografias.  Segundo ela, essa foi sua primeira atitude como empreendedora.  Apesar das dificuldades que enfrentou quando, por exemplo, perdeu dinheiro com ações de um grupo corporativo que foi à bancarrota, ela nunca desistiu de tentar.  Alguns anos depois, abriu uma confecção de sapatos e vendia para todo o Brasil.  Estava sempre à procura de uma oportunidade de negócio, pois, como ela mesma nos contou, o espírito empreendedor está no seu sangue.  Hoje, ela administra negócios de sucesso e entende que sua trajetória foi muito importante para permiti-la alcançar a independência financeira.

 

Para as gerações futuras, Denise nos deixou a seguinte mensagem:

 

“O que eu posso dizer para todos que ainda estão começando é que, por mais que possamos nos programar, a vida é cheia de surpresas e temos que estar preparados para as mudanças incontroláveis.  Nunca esqueçam de traçar o vosso destino com atitude e firmeza.  No entanto, os caminhos mudam independentemente do que você escolheu.  É preciso flexibilidade para enfrentar o que está escrito no seu destino.”

 

Vanessa, nossa segunda entrevistada, também trouxe relatos muito interessantes.  Durante sua formação em direito, ela resolveu se mudar para os EUA, pois sempre sonhou em ter formação e prática internacionais, especialmente em temas de direitos humanos e direito ambiental.  Também marcada por seu espírito empreendedor, ainda com 14 anos de idade já vendia sanduíches orgânicos para os colegas de escola.  Desde cedo, Vanessa entendia que precisaria correr atrás de sua autonomia financeira para bancar sua formação, custeando cursos e escolas que queria frequentar.  Para pagar a faculdade, ela chegou a trabalhar como vendedora em uma loja de roupas.  Sempre muito ativa, ela nos conta que “queria tudo ao mesmo tempo”. Até mesmo representante da Globo Internacional nos EUA ela já foi!

 

Apesar dos desafios de conciliar a vida profissional com a vida pessoal-familiar, Vanessa nos relatou que jamais deixou de focar naquilo que chamou de sua proposta de vida, aquilo no que acredita.  Segundo nos relatou, aquela menina da escola que queria ser mulher de negócios, empreendedora, fazendo sanduiches orgânicos tentando convencer amigos a se alimentar melhor, promovendo causas sociais (era chamada de “Che Guevara” na escola), sempre se manteve viva nela. Para Vanessa, sua filosofia de vida está muito alinhada aos valores do PGLaw, e acredita que trabalhar conosco tem significado contribuir para a construção de um mundo melhor.

 

Aqui você pode conferir um pouco da bagagem riquíssima que Vanessa acumulou em sua atuação profissional e voluntária nos últimos anos, trabalhando em negócios de grande relevância entre Brasil e EUA.  Hoje, além de consultora internacional do escritório, Vanessa também trabalha voluntariamente com educação contínua e com o desenvolvimento da comunidade, e é fundadora de um grupo recreativo para crianças e famílias, chamado “Peki, uma experiência de infância”, que promove a educação ambiental e a cultura familiar através do conceito de brincadeira.

 

Como mensagem para as gerações futuras, Vanessa enfatizou primeiro o respeito, que faz parte de sua missão de vida, e, segundo, o equilíbrio.  Ela entende ser importante saber equilibrar e manter todos os pontos em harmonia, sem dar mais atenção para um âmbito e deixar outro carente (carreira, emocional, família etc.). Uma terceira mensagem foi a seguinte: não perder a proposta.  Cada um tem sua fórmula, sua receita, sua proposta de vida.  É algo muito pessoal, não significa que sempre faremos o que queremos, mas é importante manter os valores e ter uma proposta.  Sua avó era uma sábia educadora, filantropa, e costumava contar uma história sobre uma corrida de sapos, na qual um sapo surdo, por não conseguir ouvir as mensagens negativas vindas de fora, acabou vencendo a corrida, enquanto os demais sucumbiram, mostrando a importância de se manter o foco na proposta, no objetivo.